POEMA

Pequeno

Pequeno

eu posso saber de tudo
ser essência da vida
posso ser algum anjo
luz das almas perdidas
posso ser boa nova
das saudades infindas

Anúncios
PELE

PELE

acho que devo vestir algo
cobrir o corpo em que passeias
tatuagens que a saliva deixa
me travestir de santa
adotar uns mantos azuis
usar armas e capa vermelha?

Faíscas nos olhos

Faíscas nos olhos

Teorizo a matéria em vazios,
Espalhando migalhas na mesa.
Tenho n’alma um terreno baldio
E sou cúmplice, invento a surpresa.

mergulho

mergulho

transito
pela orla do teu íntimo
num ritmo
que transcende o entendimento

estágio I

estágio I

não me recordo do dia que nasci
mas creio que foi o dia mais triste
aprender da dor, do apartar
da perda extirpada que é amar

Gás

Gás

Talvez um poema lhe saia do peito,
Talvez venha a nós, outrossim, do intestino.
Pra mim, o poema biscoito mais fino
É o tal que se faz, não aquele que é feito.

Ápode – Da teoria da imparcialidade

Ápode – Da teoria da imparcialidade

Não faço perguntas ao léu
Por medo dos ditos que ouvi.
Qual sombras sinistras no céu,
Silêncios respondem por si.
[…]