POEMA

Pandemia

Pandemia

Acorda! É guerra! É guerra!
A menina corre nua no calor do Vietnã
Com os braços abertos e a flor exposta
A infância perdida, uma esperança vilã
A sombra da morte, no rosto, disposta

É de sonho o que me constitui

É de sonho o que me constitui

É de sonho o que me constitui
de pequenas realidades negadas
de outras tantas inventadas
de idealismos terminais
vivo nesse mundo invisível

Caras entre línguas (Manaos)

Caras entre línguas (Manaos)

Caras calmas cheias
de olhos que pairam
lá em cima
e brincam como o urubu

Fotografia da Rua

Fotografia da Rua

É só fotografar com os olhos da mente…
Minha rua é como uma mulher prenhe deitada em uma cama forrada com um lençol amarelo…

Passagem

Passagem

volto
volto porque sou breve
[mas nem sempre leve]
porque sou de sangue
sou de carne e vento

À ponta do lápis

À ponta do lápis

O grito que omiti,
O professo em silêncio.
Ente eloquente,
Ronda-me no escuro.

AO SUJEITO OCULTO

AO SUJEITO OCULTO

não te direi com quem ando
nem tu me dirás quem és. . .
e, ainda assim, prosseguirei remando
(rimando) contra os males e as marés