POEMA

Degredo

Degredo

Sigo a ermo, abstraído,
Desenxavido em notar,
Que o Paraíba é meu rio,
Mas eu, feito peixe esguio,
Já não sei paraibar.

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em devaneio esgarça

em devaneio esgarça

em devaneio esgarça
engasga o verso afoito
do meu beijo
ao coito
da língua
ao ventre

microclima

microclima

previsão de chuva
no céu da boca
a umidade no jardim
de suas coxas

Intento

Intento

Essa palavra incompreendida, altiva
Morando entre as minhas vísceras
É uma faísca alucinante, acesa
Minha desventura presa
à garganta

A Sinapse

A Sinapse

é no silêncio que ocorre a palavra
fecunda-se o poema
cresce a substância primária da língua
a condição incorruptível do talvez
e a geometria do vazio se arremete
ante a luz

(sem título)

(sem título)

A mulher, o homem
um cajado, a flor
O menino e um ninho.

POEMA DE NATAL

POEMA DE NATAL

A Revista Itinerário Imprevisto deseja a todos os seus leitores e colaboradores um muito Feliz Natal!