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PELE

acho que devo vestir algo
cobrir o corpo em que passeias
tatuagens que a saliva deixa
me travestir de santa
adotar uns mantos azuis
usar armas e capa vermelha?
beijo na boca
e você me tateia
novas linhas marcam
descaminhos na pele nua
assobia uma canção
diz ser minha
traceja notas e arpejos
me faz partitura
delicado arranjo
allegro, adagio, allegro molto
notas perdidas de um chorinho
o abraço vem e me envolve
e termino a manhã vestida
entronizada e encantada
manto de pele
armas de beijo
toda decente,
me visto de você

 

Imagem: fotomanipulação digital, 2017, por Rosa Cardoso

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Sobre Rosa Cardoso

Pseudo-poeta! Batizei-me assim quando, depois de ler Bandeira , atrevida e teimosa cometi uns versos. Li e os achei esquisitos e parecidos comigo. Adotei-os. Os contos vieram depois e nasciam meio mortos. Os leitores reclamavam : Onde está o final? Sofria buscando dar um final aos natimortos. Isso foi antes. Passado, pretérito mais que perfeitinho, agora quero sinceramente que os finais se danem. Não gostou? Inventa um. Se for legal me mostra.

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