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jabuticaba

sonhei-te hoje
num susto acordei
saltei para o escuro

caí nessa lonjura
nesse engodo
nesse muro e te juro
que tudo ali parece perto

vi uns anjos sem asa
sopraram esse teu papo
essa conversa meio à toa

pontos fortes
nortes
mortes

a luz me mostrou o dia
não tinha anjo

minto

tinha um
que tem asa

mergulhado
numa garrafinha

cachaça de jabuticaba

feito sacia apreendi
esse diabinho distraído

redemoinhos sonolentos
tampa frouxa e tudo escapa

é dia

a magia esvaída na mesa
acaba sonhos e conversas

 

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Sobre Rosa Cardoso

Pseudo-poeta! Batizei-me assim quando ,depois de ler Bandeira , atrevida e teimosa cometi uns versos. Li e os achei esquisitos e parecidos comigo. Adotei-os. Os contos vieram depois e nasciam meio mortos. Os leitores reclamavam : Onde está o final? Sofria buscando dar um final aos natimortos. Isso foi antes. Passado, pretérito mais que perfeitinho, agora quero sinceramente que os finais se danem. Não gostou? Inventa um. Se for legal me mostra.

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