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Ruptura

solitude

Se estou fugindo… é paraMarte,
Se além do infuso pronome,
Deixo-lhe a parte mais doce de mim,
Sendo que um quarto
É em razão do amor,
E o resto,
Pela sua imposição.

Por conseguinte,
O amargo todo eu carrego,
Porque já nem mais me umedeço
Nas bolhas de sabão que nossos filhos sopravam.

Todavia,
Sua lembrança teimosa e fria
Seguirá clandestinamente,
No íntimo dos meus pertences.

E agora levando em conta
Que até pra isso você nem liga,
Carrego o número do telefone;
Meu verso;
A insônia triste da qual ele emerge
E o pernilongo inculto que me come os pés,
Enquanto escrevo o poema.

– Insisto em ter para mim,
Que apenas ele é quem chora,
A doce falta que o meu sangue faria!

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