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Olhos de simular poesia

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Eu só queria um par de olhos que simulassem poesia
Que transformassem o texto morto de um jornal em um poema de amor
Que magicamente fizessem das letras das revistas de fofocas um poema crítico…
Que fizessem da letra pobre
Um verso rico
Que transformassem meu andar torto num voo divino de um colibri…

Olhos de simular poesia
De ver além da vitrine dos açougues
E enxergar ainda o gado vivo no pasto verdinho
A vaca malhada
A grama molhada
O leite, a coalhada, o pão abençoado na mesa…

Eu só queria um par de olhos que simulassem um verso
Que enxergassem além das roupas nas araras dos magazines
Que conseguissem ver ainda os corpos nus
Os seios rijos, grandes, como o Pão de Açúcar
O umbigo despido
A nudez da mulher viva no espelho
Bailando alegre por uma alegria barata
Aquela alegria miúda, insignificante
Mas que ela sente imensa na alma…

Aquela alegria/bobagem de quem ama a vida
A vida simulada num verso simples
De um poema cheio de olhos de olhar coisas além das vitrines comuns…
Cheio de olhos de olhar as sublimidades além do além do que tocamos…

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