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Poema Inédito

inedito

Era um poema inédito
Que falava de chuvas repentinas
E temporais

Era um poema em caracóis brilhantes
Que falava de instantes de cio e loucura

Naquele poema toda brancura
Do hímen róseo no papel sulfite era visto

Visto meu esquecimento – o poema se esvaiu
Caiu no vale de alguma gaveta grilada
Enveredou-se perdida
Caiu numa cilada?

Ah, era um poema inédito
Que falava de sexo no cemitério
Orgasmos  etéreos
Posições do Kama Sutra

Falava também da força bruta
Dos lábios alinhavados pelo desespero de unir-se

Munir-se de paixão, suor e medo…

Era um poema comum, mas era um poema inédito
Apto para corpos noturnos
Para aqueles que gozam luas no céu do quarto
Enquanto todos gozam no lugar comum

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