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olho da rua

satolep

o olho da rua
não vê o menino
que dorme sozinho
no frio do abandono
a boca da noite
mastiga sua vida
engole as saídas
e cospe seus sonhos
o olho da rua
não pisca pra sorte
não chora com a morte
não fecha na esquina
é olho da rua
por olho de gente
que segue passando
pisando por cima

Imagem: quando pelotas é satolep, por Raul Garré
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Sobre Daniel Moreira

Nasceu em Caçapava do Sul e mudou-se para Pelotas no final de 1996. Publicou dois livros de poesias, Poemas Urbanos em 2009 e [Re]versos em 2012. É autor fixo da Revista Samizdat e um dos idealizadores do projeto Poesia no Bar.

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