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Poetando a mente

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Quem quer poesia? Quem poeta o marasmo e a euforia. Quem poeta a vida em sintonia ao encanto. Quem poeta a simpatia, entretanto; Entre tantas belezas e algozes, belezas velozes que se arriscam a manchar de sorriso um rosto cansado. São eles que querem a poesia.

A poesia é necessária ao corado da face, ao vermelho da boca feminina, à firmeza do enlace, e à fatalidade da estricnina. A poesia preenche os vácuos do espaço sideral, e a poesia esvazia as angústias da alma.

O poetar é luxo, é consumo impróprio em qualquer idade, é absurdo cósmico, é conexão com a eternidade. O poeta é ser etéreo, é estar em eternasublimação, evaporando aos poucos sem liquidar a sua razão. O poeta absorve o mundo como uma esponja, e quando seu coração se aperta, libera o líquido amniótico da poesia.

Quem quer poesia? Qualquer um.

 

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2 comentários em “Poetando a mente

  1. Fazia tempo que não lia algo seu, Mali Ueno.
    Continua usando as palavras como perfumes…
    Beijo.

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  2. Bravos, Maria Ligia Ueno!!! Um magnífico texto, de poeta para poetas e amantes da poesia.

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