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Simulacro

Eu trago em mim latente um verso mudo
Que dilacera e sangra, mas não grita.
Perfura minha garganta, sobreagudo,
Sem eco e que lá dentro regurgita.

Carrego em mim a dor que sem remédio
Atravessa-me o peito em vil tormento
Preenche minha alma em assédio
Transfigura-me em abafamento.

Vem e toma conta do meu senso
Amolda o universo como eu penso
E faz a fantasia florescer…

Rasgo de inspiração que me permeia
Enreda-me e tece a sua teia,
Espécie de arremedo de um planger.

(poema de Magmah musicado por Angelo Santedicola)
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Sobre Magmah

O magma é rocha ígnea que está em constante estado de ebulição, oculta no interior da terra, e só é lançada para a superfície por atividade vulcânica, sempre iminente. De sua solidificação, formam-se pedras preciosas. Daí a escolha do meu pseudônimo.

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