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Timbres

semiacustica2

Não há poesia
Numa noite de sono comum,
Onde o dia seguinte se chamará menos um dia!
Mas… de ontem pra hoje
Eu ousei sonhar, meio acordado,
Com duas guitarras semi-acústicas.

Elas eram de pinho sueco, sem pintura,
E uma delas me tocou demais,
Tendo em sonho que era cópia fiel
De outra saudosa, tímbrica e real
Que eu tivera aos 16.

É uma pena,
Não ter tesão pra tocar nem mais em sonhos,
Depois das tantas penas dos 63.

E digo que é uma outra pena, meus caros,
O fato de eu já não tocar guitarra
Desde que tocar era o barato certo,
Mesmo que eu, enquanto feliz à pamparra com o fato,
Ainda perambulasse errado por completo.

Tá tudo estranho
(Acordei engessado,
Mais gasto, mais concreto),
Com a minha saga compulsória de perder o tempo,
Com a minha forma conformada de abafar os sonhos…

Preciso imediatamente
Sorver um pouco mais da fome boa dos 16;
Violar umas abstrações que voam durante meu sono
E retomar o diálogo com a doce aspereza lírica do rock!

Mailton Rangel

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