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Confissões

caderno
Eu confesso minha culpa,

Em sempre achar capivaras expiatórias,

Confesso minha falta de jeito, a da minha visão…

Eu só vejo bodes e cabras,

Não enxergo tuas capivaras.

Confesso ao meu espelho as lágrimas que não permito que escorram em meu rosto, a ilusão que não me é permitida guardar em meu peito. Minhas divagações criaram asas para fugir pela minha janela e criar um sonho paralelo, em razão da ausência da própria realidade. Confesso meu reflexo imperfeito e repelente.

Eu confesso meu nascimento

Meu crescimento

Meu não desenvolvimento

Como imaginado e querido.

Confesso loucamente minha lucidez enquanto que deságuo em meus lençóis, minha hidratação não é reposta com groselhas ou refrigerantes. Minha hidratação não se repõe.

Eu seco,

E ressequida, sou esmigalhada como as folhas secas.

E meus restos são levados ao vento

E assim fico varrida num canto do quintal.

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Um comentário em “Confissões

  1. Também sou levado a confessar: ouvi o farfalhar da varrição.

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