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desaverbar

meu coração é um posso sem fundo
é um morto que anda pelo mundo
procurando hecatombes e caos
ele, pobre, capta o que meus olhos sonham
a realidade dentro de outras coisas
que esqueço sempre o nome

meu coração é um poema vazio
é intento desgovernado
procurando reis e coroas
ele, rico, absorve o que meus dedos tocam
a realidade dentro de um sentido
que esqueço sempre o nome

meu coração é um subjetivo
é um objeto desadjetivado
procurando signos e cerne
ele, único, sente o que outros não cantam
a realidade dentro de mim
que esqueço sempre o nome

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Sobre Larissa Marques

Escritora, poetisa, leitora compulsiva, amante de Baudelaire e T.S. Eliot

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