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É a verve

Larguei minhas rimas
por um dia
para escrever prosa poética

A dita é mais imagética
não levo jeito para isso
um enguiço
e não me surpreende
não sou o Celso Mendes
mas isso não me abate
pois sou poeta
do tipo que liga
batatinha quando nasce
com tomate e alface
daí não dá briga
é só o enlace

Poeta que rima
tem a rima como guia
e a danada é que manda
na maldita poesia

Coisa de quem
considera o leitor
que sempre espera
algo além do chavão
de juntar amor com dor
coisa sem sabor

A tal prosa poética
favorece o fluxo
e também o refluxo
e incita
uma veia profética
meio descabida
patética e aflita

Talvez um dia
a poesia me deixe
como peixe fora d’água
e eu me abrace com a prosa

Mas de rosa não sei falar
nem de deus, carnaval
natal, papai noel e rei momo
o que digo não cabe no céu
e nem no mundo abissal

Não sou poeta do tipo
que escreve o que vive
ou que vive o que escreve
mas do tipo que junta
o arquivo e a verve

é a verve… é a verve.

Wasil Sacharuk

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Sobre Wasil Sacharuk

Wasil Sacharuk é gaúcho de Pelotas e facilitador de oficinas de produção textual literária e de escrita criativa focalizadas no desenvolvimento do interesse pela produção textual e a troca de experiências entre escritores amadores. Publicou “Uma Outra Gnose”, “Sete Sinas”, “Soneto Libertino”, "Catilinárias I", "Catilinárias II", "Da Janela Virtual", "Acrósticos", “O Arquivo e a Verve”, "InspiraturasLab" e "Escorpião - versos autobiográficos". Wasil Sacharuk publica em www.wasilsacharuk.com

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