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Politicamente poético

marcha

Mapas da economia anunciam o fim do mundo
Pneus furados
Panelas velhas batidas não têm efeitos
Vereadores, deputados, prefeitos
Serão eleitos ao som de um sinal extraterreno

Pessoalmente, sou descrente desta dança urbana
A banda toca saudosa maloca
E grita, agita
Usa, abusa, tira a blusa
Mostra os seios potentes
E não curam os doentes
Que continuam nus nos corredores do SUS…

Cronologicamente envelhecidos
Os velhos vestidos políticos
Ainda serão usados
E como diz este novo ditado:
Parede de granito não cai o reboco…

É, sofreremos lendo bulas
E choraremos o café não plantado
E o aumento da luz
E a falta de lua, de heróis
Coitados de nós
Amarrados nos nós da retórica

Fazendo churrasco, comendo pipoca
Em pleno domingo
Gritando um gol… Que nem foi nosso…

Felizes da vida, clamando amém
Ludibriados, coitados…
Açoitados também.

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