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Dia Perfeito

Olhava à sua frente. Não enxergava o que se passava, entretanto mantinha os olhos abertos. Sonhava… sonhos. O que ele mais queria naquele momento era que a Moça entrasse pela porta naquele exato instante.

Ah… a Moça. Cabelos esvoaçantes, sempre cheirando a jasmim. Roupas soltas que balançavam ao vento. O perfume suave, do sabonete, era exalado do corpo. Tinha sardas, usava óculos de hastes azuis. Os olhos, vívidos, tinham uma cor esverdeada. Era um pouco gorda, mas mesmo assim a achava perfeita.

Todos os dias a Moça entrava na padaria para comprar três pães e um brigadeiro. Hoje, por alguma razão desconhecida, atrasara-se. Ficou desesperado com o atraso. Como a Moça fazia aquilo com ele? Será que ela não percebia que o matava aquela atitude?

Encontrava-se nessa angústia quando foi interrompido por um grito. Era o patrão que o importunava a atender os clientes. Atendeu-os. Sentou-se. Suspirou. Pensou. Repensou. Suspirou e tornou a suspirar. Nada da moça aparecer. Tortura… Agonia.

Finalmente ela chega. Após cinco, longos, aflitivos e arrastados minutos ela chega. Comprou três pães e um brigadeiro. E com o sorriso mais doce que o de Iracema disse: “Até amanhã, Bruno.” E foi embora. Que dia perfeito!

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