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Desnível

desnivel

Hoje é o dia mundial da estátua de sal!
Nunca olhe reto pros olhos da Medusinha,
Que agora atravessa a vida, já retornando
Do passeio que a fez no outro lado da rua,
Onde, por desjejum ou ânsia de iguaria,
Ela sempre “viaja” a fim de lamber os beiços
Ante a vitrine de sonhos de uma padaria.

Passe-lhe, pois, por cima da índole esguia,
Mas nunca por debaixo da escalada baldia;
Cerre os opacos vidros do seu carro e escarre
No incômodo sermão que até Deus lhe faria;
E se o sol é só pra quem tem ar-condicionado,
Entregue então à sombra o inço que já expia,
Mantenha no semáforo o olhar bem grudado,
Jamais pegue o panfleto que ela lhe daria.

Finja ser ela um ninja de sombra invisível,
Despreze as cobras criadas que ela recria,
Reze, porém, pra que o verde se exploda em luz:
Seu desamor está atrasadão pr’academia.
Enfumace o pneu que é seu por circunstâncias,
Não tussa, não respire, porém, pire e cuspa,
Se acaso ela roçar na sua fúlvia lataria.
Arraste o seu frio olhar pra bem longe logo
Nunca afague quimeras que não sejam suas.

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