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Logofilia

une

une, mista, Iriene Borges

Ternura iluminada
num assomo de clareza
em deleite eu te dispo
levitando na nervura
de um desejo irrefreável
e – contrassenso – submisso

ou

Candura macetada
numa fisgada de vileza
entredentes eu te cuspo
fervendo na loucura
desse beijo lamentável
maculado de feitiço

E és sempre inteira

Mesmo se te despedaço
se perturbo teus sentidos
se te torno mastigável
mensurável, previsível,
se te guio em descompasso
para abafar os meus ruídos

É por isso que te adoro

E também quando resistes
aos audazes galanteios
e não vens se eu mereço
Vens tampouco se padeço,
se desperdiço meus recursos
para um fim entre teus seios

Não importa

Só vale o teu querer
Tua franca selvageria
de vir branca para o verso
do meu interior tinto
parcialmente avinagrado
transmutar-se em poesia

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