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O Observatório

Ah, suas decepções constantes não me preocupam mais, apenas me entristecem. Não consigo mais aceitar tal responsabilidade, não posso mais ser a culpada e a condenada por suas frustrações, por tudo que não se concretizou.

Ah, o peso de tuas escolhas não me pertencem, o quilo das tuas reações não estão ao alcance das minhas emoções e nada posso fazer. Apenas percebo os cacos de vidro adentrando a carne de meus pés, já assolados pelo metal aquecido que me impuseste como chão. Não há nada a ser feito além de esperar a tua chama perder o fôlego e se cansar de lamber meus pulsos.

Não jogue mais em minhas mãos os atos que não cometi, não sou reato de minhas reações, ante a teus estímulos injustos. Não desejo para mim as alças da tua bagagem de privações que não causei, dos sonhos que não tive, das mazelas que não trouxe.

Ó crucifixo pesado que se arrasta em meus ombros, Ó pena inchada cravada entre meus dedos, Ó coração inflamado e desinchado pelo teu desamor. ó coleira desgraçada que me prende neste cercado, E me vejo obrigada a encarnar minha sentença condenatória irrecorrível, de cujo lastro probatório não participei. pago com desprazer tal indenização.

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E se de ti não faço companhia,

E se de mim não há escapatória

Canto a minha translucidez ,

e transformo tua ira em solidão.

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