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Chocolate

Evelyn_De_Morgan_-_The_Love_Potion_1903

Nas bordas do plástico
eras de estagnação
nunca uma colher de chá.
Só o olho
a proclamar-se mágico
pondera a intensidade
e precisa o gesto da moça
para apanhar o pote
e apalpar o talco.

Aferido o teor de amido
e umidade serve-se
de um punhado, dois…
que hidrata em água santa
e batiza no vapor. Depois
escorre lustroso na louça
branca e bebe sabedor
do que liberta e do que
estanca. Fita a poção
naquele traje, dedilha
a fina asa… dissolve favas
de baunilha nas papilas
e brasas no esôfago.

Despe o casaco a espera
lambendo dos beiços uma
nata escura e eleva-se
com a quentura. Acomoda
as nádegas no banco que
até então só alcançara de
flanco, esfrega as mãos nas
vestes tateando o tônus

e desenrodilha!

 

imagem: Evelyn De Morgan – The Love Potion 1903
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