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série mulheres

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Maria Luiza

dos anos, os vinte. se ela soubesse como eu soube tanto de sua vida… os inconfessáveis segredos que a gente guarda no íntimo pra quando chegar a noite, o travesseiro, querendo-o nele, o cheiro dela. como flamba a carne ao escrever seu nome no espelho suado após um banho demorado.o corpo inda chama. de onde, não sei.

 

Pamela

engraçado, Almodóvar nunca me convenceu. antes um Tarantino sanguinário junto ao poetinha. o vermelho da cor do sangue num copo de whisky dizendo palavrões como quem declama uma poesia no ouvido da amada. nunca mais a vi. fugiu com outro. israel ou gaza quem sabe… mas uma sensação de proximidade me perturbava, assim como a ela. fôssemos eternos estranhos…

 

Anita

o sorriso malicioso prenunciava o fim. como se padre Amaro e Anita num fuso de histórias se encarnasse nela. predileta entre os de meia idade e consciente de seu poder de sedução, levava a vida na galeria de suas fantasias. ninfeta, rara espécie de menina, fingia a mim um discreto orgasmo enquanto em público… uma batida de maracujá nunca mais foi uma batida de maracujá.

 

O Pecado de Menina Mulher

papai, pequei! foi tão gostoso e tão cheio de culpa que pensei cá, com meus botões: “dancei”. mas não deixei barato como Eva porque pequei mais do que há de castigo pra pagar. e gostei. ah papai, me judia, me quebra a cara, me senta o cinto, me queima o couro… mas não pela tentação que sucumbi, mas pelo modo sutil com que olhei pra mamãe pra dizer que gozei…

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