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peão

nada mais que uma pedra, uma simples e pequena pedra, disposta momentaneamente sobre o tabuleiro, manipulada pela mão desconhecida que me move a seu bel-prazer. não sou jogador, estrategista e não está em minha natureza escolher meus caminhos. não aprendo nada, não mudo, não me rebelo. a corrida fictícia e alternada recomeça a cada rodada e eu não quero desde o primeiro instante. não estou dizendo nada sobre ninguém, ou falando de qualquer outra pessoa que não seja eu. não escolhi estar dentro de jogo algum e mesmo assim me sinto usado. as pedras vão sumindo, consumindo-se, uma a uma, para um jogo acabar e outro começar. rainhas? estas podem bailar por mais tempo sobre essa malha quadriculada, depois de terem peões, torres, cavalos, reis e bispos sacrificados, mas no fim só sobra a mão desconhecida que move tudo.

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Sobre Larissa Marques

Escritora, poetisa, leitora compulsiva, amante de Baudelaire e T.S. Eliot

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