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Era uma vez você

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…, então eu a esqueci e morri de tédio, não de amor.

por mim deixava tudo como estava. a cama por fazer, a barba. o jornal estampado de bin laden versus barack. a geladeira vazia e cheio o cinzeiro. a camisinha esfolada, na lixeira. e o mofo do carpete, empoeirado. o cão se mandou bem antes dela e levou minha havaiana predileta. a seringa já se entupia de sangue barato. a mancha de mulher no sofá, de dar no couro. por mim deixava o disco de janis e elvis. o resto do ácido. o resto do pó. um pouco de sanidade. mas foi no embalo da onda do vizinho. meu maverick setenta e oito. o que ficou foi esse cheiro de bicho do mato. um chamado de guns n’ rose:

“Still talkin’ to myself

And nobody’s home

[Alone]”

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(imagem da internet)
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