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há um olho num cômodo escuro
no fundo do poço esperando
o infinito

cada tijolo daquele buraco
delataria a vista turva
do globo aberto

cada grão de areia rejunta
o cenário úmido e inerte

há um olho cego
esperando chaves
para portas que não existem

quantas cordas ainda?
quantas cordas?

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Sobre Larissa Marques

Escritora, poetisa, leitora compulsiva, amante de Baudelaire e T.S. Eliot

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