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fora liberdade, eu te odeio!

100_1143a divina comédia é a vida alheia – a minha é trágica – encaixotada em blocos de cimento com vista para o mar. é que quem vê o mar vê o que é de fora. – fora liberdade, eu te odeio! não quero nunca saber do gosto azedo sob tua língua! sai liberdade, me deixe em paz, vai ter com meus inimigos que adoram encoxar-te! – e ela se foi…

no princípio foi estranho. afinal, quem ousaria deter o vil navio a partir do porto do Rio? quem dizer-te-ia palavras de ordem sem sentinela a espreitar-te entre doces murmúrios nos ouvidos, praticamente incompreensíveis por outras pátrias? – vai-te liberdade, não vês que não és bem vinda? – e ela se foi…

agora eu deveria chorar oceanos, mas não chorei. fui ver a janela enferrujada pela maresia e de lá o imenso Portugal. – meu sangue lusitano por vezes chora – é que tenho cá dentro de mim a certeza de que ela nunca se foi. esqueço como foi dura a pose de dizer-te pela espada, que morras!!

sei, no entanto, que enquanto vivo espero-te, pois que sem ti me trai a lembrança do que fui. foda-se liberdade, eu quero mais é ser general…

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